terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Espera.
Lembro bem daquele dia
Olha como você sorria, amor
Lembro daquelas tardes todas
Que ficavamos ali sem ter o que fazer
Falando bobagens
Vendo a noite nascer
Com você eu gasto todo o tempo do mundo
Estar contigo me faz bem
Me faz sorrir, me faz querer nunca me afastar
Eu nunca quero me afastar de ti
É difícil te olhar tão perto e nada sentir
Mais difícil é me limitar
E não dizer todas as coisas que sinto
Como você entenderia o meu "eu te amo"?
O que você faria se eu te disser que amo tanto?
Vamos esperar a hora certa, amor
Vou te esperar o tempo que for
Se você disser que volta
Eu vou esperar, amor
sábado, 13 de dezembro de 2008
Ana Alice - II
Quando Ana quis sair pra ver o sol
Ela quis esquecer o que te fez lembrar
Que na verdade ela não o esqueceu
Era quase tarde demais
Quando Ana parou pra tomar um café
Numa esquina qualquer
Ela esperou o sol cair no mar pra voltar
Ana pede um alguém perfeito
Ana quer alguém sem defeitos
Era cedo demais
Quando Ana chegou em casa e quis deitar
E ligar bem baixo o rádio
Ouvir uma canção boa pra cantar sozinha
Ela se sentia só demais
E agora, no frio que faz
Ana só queria aquele alguém pra te esquentar
Ela só queria alguém pra conversar
Ana sonha com um alguém perfeito
Ana espera por um alguém sem defeitos
Mas o que ela não sabia
É que ninguém esse alguém jamais viria
E quando abrisse os olhos
Lá ele não estaria
Ana se apaixonou por alguém perfeito
Ana se apaixonou por um alguém que nunca viu direito
sábado, 8 de novembro de 2008
Sonhos
domingo, 26 de outubro de 2008
Manhãs de Outubro.
Eu me preocupo com você. Eu penso em nós dois enquanto cruzo a cidade no ônibus lotado. Crio pequenos versos. Mas você ainda não sabe.
Você não diz nada. Mas falam por você. E eu não sei se posso acreditar. Eu não sei se devo acreditar. Mas acredito em algumas coisas. E na medida do possível, me esforço pra que possa dar certo.
E mais que isso, me esforço pra que juntos possamos sorrir. Só. Eu e você.
sábado, 25 de outubro de 2008
15 de abril.
sábado, 18 de outubro de 2008
Alvorada
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Papéis que não perdem a cor.
Aos sábados, à tarde, eu poderia tocar as músicas que venho fazendo pra ti. E mesmo sem saber cantar muito bem, acho que irias gostar.
Andar de mãos dadas por aí (e por aqui). Sorrindo, cantando, e contando sonhos. Talvez você nem acreditasse quando descobrisse que desde aqueles dias (e madrugadas) tão distantes, que falávamos sobre qualquer coisa pra passar o tempo, que desde aqueles dias eu carrego sonhos comigo. E na maioria deles, você está.
Poderíamos ser felizes se quiséssemos.
Eu poderia escrever mais textos pra você. E só pra você. E nesses Domingos de tédio, poderíamos ler todos eles. Juntos. Eu te mostraria meus livros rabiscados. E todos aqueles parágrafos que enquanto lia, pensava em nós dois.
Eu tenho um montão de coisas guardadas aqui comigo. Que eu gostaria imensamente de dividir com você. É só você querer. E se quiser, seremos felizes.
Se você quiser.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Promovendo o Desapego
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Cinza
Ele nunca soube, que todas as cartas na última gaveta eram pra ele. Ele sempre as via sendo escritas, e nunca questionou o endereçamento. Talvez, eu soubesse que ele temia a resposta, e não saberia como lidar com a condição, como todas as vezes. E talvez ainda, foi isto que me fez perceber que ele era parecido comigo neste ponto, o ponto que eu mais odiava em mim. Minha covardia em relação a expor o que eu sentia, se refletia nas cartas, e a dele, com medo de não ser capaz de lidar com o que poderia vir a ser exposto, ignorava todas as palavras rabiscadas sob pouca luz, nas minhas madrugadas de insônia. E as cartas se acumulavam. E a gaveta ficou pequena. Encher outra gaveta, não adiantaria em nada. A gaveta não sabia ler, a gaveta não era o destinatário. Ele nunca saberá o que estava escrito naquelas cartas antes brancas ou amareladas, e agora, todas em cinzas, espalhadas na grama úmida pelo orvalho, e por uma última lágrima de ressentimento.